O livro de Orhan Pamuk começa assim:
“Desde a minha infância, e durante muitos anos, sempre tive um cantinho da cabeça a ideia de que existia, algures nas ruas de Istambul, um outro Orhan que era igual a mim, meu gémeo ou mesmo meu duplo. Não consigo recordar-me donde me veio ou me nasceu esta impressão.”
Três linhas abaixo, a fotografia de Pamuk com cinco anos. Uma ampla fotografia da cidade, a preto e branco, ocupa o topo das duas páginas seguintes. Está assim dado o tom: o livro ao longo das 362 páginas misturará a vida do escritor com a vida da cidade, a procura da sua identidade pessoal e a identidade de Istambul.
Deixamos aqui alguns títulos do índice: “Eu”; A descoberta do Bósforo; O meu pai, a minha mãe e a ausência de ambos; A minha avó paterna; A religião; O périplo melancólico de Gautier pelos subúrbios; O fumo dos barcos a vapor no Bósforo; Primeiro amor…
Sugerimos a consulta do site dos prémios Nobel:
http://nobelprize.org/nobel_prizes/literature/laureates/2006
Vale a pena ler a autobiografia do escritor de onde retirámos esta citação:
“Half of my book Istanbul is about the city; the other half chronicles the first 22 years of my life. I remember my huge disillusionment when it was finished. Of all the things I had wanted to express about my life, of all the memories that I considered the most crucial, only a few had found their way into the book. I could have written another twenty volumes describing the first twentytwo years of my life, each one drawing from a different set of experiences. It was then that I discovered that autobiographies served not to preserve our pasts, but to help us forget them.”
Copyright © Columbia University 2006
Photo: Eileen Barroso


A vontade de conhecer ISTAMBUL é antiga. Estes excelentes guias,são provocantes. Um dia, farei a mochila e partirei com estes maravilhosos apontamentos.
o meu livro de cabeceira é, neste momento, o Istambul, de Pamuk; conheço os seus romances e recomendo, vivamente.
há mesmo mais mundo, para os viajantes!
Fico a aguardar as novidades.
Miguel
vou agora conhecer Istambul.Depois deixo omeu testemunho.
Sim,Stambul vive em minha memória,quando assisto a algum filme que tenha como pano de fundo a cidade,ou mesmo um documentário não perco nenhum,com certeza deve ser um lugar inesquecível,as fotos estão belíssimas,abraço!!